Nossa entrevistada é Suyanny Viana, redatora de 32 anos que nasceu na cidade do sol Fortaleza no Ceará e compartilha conosco um pouco de sua trajetória e dá dicas preciosas para quem deseja trabalhar com redação e criação de conteúdo.

O nome do seu negócio e quando foi fundado?

Sou a fundadora do estúdio de conteúdo A Conteudista que fundei em setembro de 2019.

Conte-nos um pouco da sua história?

Escrevo desde a adolescência (ainda na escola). Adorava passar às tarde de sábado e domingo lendo revistas e inventando histórias, pena que não foi para frente (não naquele momento).

Fiz faculdade de Administração de Empresas e outra formação em Consultoria Empresarial, mas depois de tantas decepções nesses mercados, resolvi investir em mim.

Abri um e-commerce de moda feminina, que bombou durante 1 ano e meio, mas veio a crise e afetou diretamente meu negócio. Cansei de dar murro em ponta de faca e fui vender Mary Kay.

Tomei essa decisão no auge de uma depressão. Eu não tenho perfil de sair panfletando nas redes sociais e marcando visitas para fazer vendas, então já viu… (nunca tome uma decisão quando estiver vulnerável, principalmente se envolver investimento financeiro).

Voltei para CLT na área da Construção Civil (trabalhava diretamente no canteiro de obras). Quando a obra chegava ao fim, o pessoal que trabalhou nela era demitido ou remanejado. Como não tinha nenhuma outra obra iniciando, eu e outros funcionários fomos demitidos.

Uns 7 meses depois, centenas de currículos enviados e zero respostas, a depressão bateu na porta e me levou para o fundo do poço.

Nesse meio tempo eu já estava trabalhando como redatora freelancer, mas por não ter tanta experiência no mercado, tive que cobrar quase nada para escrever bons textos e ter clientes.

Mesmo com a depressão, eu fui obrigada a levantar e correr atrás. Quantas vezes eu chorei por receber 0,03 centavos por palavra e ainda lidar com pessoas que queriam pagar míseros 0,01.

Ao poucos fui aumentando o valor e quando os clientes começaram a pagar um pouco mais, fiquei animada e vi que poderia faturar nesse mercado.

Então comecei a postar conteúdo no meu instagram pessoal, voltei para o LinkedIn, montei meu portfólio, fui conseguindo mais clientes e criei o projeto @aconteudista, que está no ar desde setembro de 2019 (mas foi uma longa jornada até chegar esse dia).

Aos poucos estou construindo autoridade, hoje consigo trabalhar com um valor que muitos experts do mercado trabalham e a cada dia vejo meu trabalho sendo reconhecido – mesmo durante a pandemia.

Como e/ou por que você decidiu trabalhar por conta própria?

Foi uma junção de coisas! Eu sempre quis ter meu negócio, já sofri assédio e até humilhações por ser uma mulher trabalhando em ambiente dominado por homens ou em que o meu superior era um homem.

Como é a sua rotina de trabalho?

Defini que a minha jornada seria das 9:00 às 18:00. Realmente inicio às 9:00, mas raramente encerro às 18:00 – normalmente estendo esse horário.

Antes de iniciar, medito, leio as notícias da manhã (é um hábito desde sempre), arrumo minha mesa, tomo um banho e um bom café da manhã.

Não sou do tipo que consegue malhar de manhã, então pulo essa parte!

Sento e começo meu checklist: redes sociais, artigo para clientes, artes para posts, artigos para o blog aconteudista.com, checo e-mails e se tiver que alinhar algo com o cliente, já faço isso pela manhã.

À tarde dou uma pequena pausa e respiro, coloco uma música e continuo parte da criação de conteúdo.

Na parte da noite, geralmente vou assistir às aulas dos cursos que estou fazendo! Depois é só relaxar vendo um filme ou série (sou apaixonada e não abro mão disso).

Qual foi a sua maior dificuldade?

Ter paciência e enfrentar a depressão no início da carreira, tentando ser validada e tendo que trabalhar praticamente de graça, para ganhar experiência, criar know-how, conquistar a confiança dos clientes e subir de nível.

Como o seu mercado mudou desde que você começou?

Comecei há 3 anos e já tinha muita gente nesse mercado, porém poucos eram os profissionais que trabalhavam com estratégia e conseguiam ganhar bem.

De lá pra cá, tenho visto muitos cursos gratuitos no mercado e vários perfis que surgiram com o objetivo de ajudar quem quer iniciar na carreira.

Assim como também vi muito redatores humilhando publicamente outros, na tentativa de serem visto como autoridades e confundindo propositalmente a cabeça dos iniciantes (rola muito disso ainda nos grupos de Facebook).

Noto também um aumento crescente na procura por bons redatores, pois o mercado está entendendo que é necessário investir em marketing de conteúdo para se diferenciar do concorrente, entregar conteúdo de valor e ganhar mercado.

Olhando para trás o que você faria diferente?

Sinceramente, nada. Hoje eu entendo que todo mundo começa por baixo.

Não é porque eu já escrevia desde a adolescência, que estava apta para ser redatora comercial.

Tive que ralar muito, estudar muito e investir muito (tempo e dinheiro) para chegar ao nível em que estou hoje.

Gente, não estou me sentindo o máximo, ok!? É porque é normal subir de nível.

Em uma graduação, a cada semestre você está em um nível mais elevado de conhecimento do que no semestre anterior. Assim acontece em todas as profissões!

O que você mais gosta no seu trabalho?

Além do fato de que tenho paixão pela escrita e por aprender, hoje consigo trabalhar de qualquer lugar do mundo, já que é um trabalho remoto.

Amo essa liberdade de horários, de geolocalização, de poder viajar quando quiser, de hoje escolher os clientes com quem quero trabalho (sim, já demiti clientes e vai chegar uma fase em que você vai fazer o mesmo, pelo bem do seu negócio e da sua saúde mental).

Quais seus planos para o futuro do seu negócio ou de sua carreira?

Estou um projeto no forno, que será lançado até o meio do ano, onde vou ajudar muitas pessoas que querem levar esse negócio a sério e viver a partir do próprio sonho.

Além disso, o foco é crescer cada vez mais, tornar a marca uma autoridade consistente na área da produção de conteúdo escrito e ajudar quem está migrando para esse lado.

Um conselho para quem deseja trabalhar como redator?

– Senta a bunda na cadeira e estuda muito, mas muito mesmo.

– Siga as autoridades do nicho, como o Viver de Blog;

– Escreva todos os dias (mesmo que não publique);

– Esteja no LinkedIn e escreva artigos para o seu portfólio;

– Aproveite os cursos e materiais gratuitos da Rock Content, Resultados Digitais e FGV;

– Crie a sua marca (pessoal ou profissional) no Instagram;

– Aprenda SEO, Escaneabilidade e todas as estratégias da produção de conteúdo escrito;

– Consuma livros, filmes, séries e o que ajudar a despertar a sua criatividade e aguçar a sua curiosidade.

– Seja consistente e resiliente. O começo é desafiador, mas com o tempo você pode se tornar o tipo de profissional que é encontrado pelos clientes ao invés de sair prospectando (mas é um trabalho árduo e contínuo);

– Nunca, nunca mesmo ache que já sabe tudo (continue estudando e reciclando o que você já aprendeu).

Conheça o trabalho

www.aconteudista.com